domingo, 15 de maio de 2011

Apropriação indébita: não fui eu que fiz.

   Foi o Antonioni: Zabriskie Point, 2011.

    Foi o Elia Kazan: A street car named desire, 2011.

Foi o Win Wenders: Far away, so close, 2011.


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Trabalho - Texto Dubois

Data de entrega: 17 de maio.
Leia atentamente o texto: "As origens da fotografia" de Philippe Dubois.

O texto está disponível no livro: DUBOIS, P. O Ato fotográfico. São Paulo: Papirus, 1993, p. 128-139.

1.Escolha um trecho do texto que lhe chame a atenção e discorra a respeito com suas próprias palavras.
2. A partir das discussões realizadas em sala de aula e da leitura do texto, comente a afirmação de Dubois: "A foto é uma sombra impressionada e fixada" (p.138).

O texto estará disponível na pasta de xerox n. 44 do Multiuso. Há alguns exemplares  do livro na biblioteca.
Você pode também acessar o texto online através do google books: http://books.google.com/books?id=U4srQ7I5--8C&printsec=frontcover&dq=dubois+philippe&hl=pt-BR&ei=ue7KTdjjCdG9tgfS6YDxBw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CCkQ6AEwAA#v=onepage&q=as%20origens%20da%20fotografia&f=false


Bom trabalho!

domingo, 8 de maio de 2011

Fenômeno da câmera escura: aconteceu comigo

Hoje acordei com a fotografia.
O fenômeno da câmera escura aconteceu dentro do meu quarto.
Observe a imagem da árvore projetada na parede:


Fotografei o pedaço correspondente da árvore que fica em frente à minha janela:


Observe o fenômeno acontecendo novamente: projeção de imagens dos carros estacionados em frente à quadra:
Fotografei os carros estacionados:



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Bavcar: filósofo da visão.

“Para mim, os cegos representam o único grupo que ousa olhar o sol diretamente nos olhos.”

Bavcar perdeu o olho esquerdo aos 10 anos, perfurado por um galho de árvore, e o outro, aos 11, na explosão de um detonador de minas com o qual brincava. “A perda da visão do olho direito veio aos pouco, com a passagem dos meses, como se se tratasse de um longo adeus à luz”, recorda. Os acidentes fizeram com que Bavcar descobrisse a realidade do “terceiro olho”
O Sr. acha aborrecido ter de responder sempre às mesmas perguntas?
Evgen Bavcar – Isso é interessante, porque sou obrigado a criar, fazendo variações, para não dar sempre as mesmas respostas. A pergunta, invariável, é: como você faz as fotos? Não quero responder a isso, porque não é importante como faço as fotos, e sim por que as faço. Não se pode perguntar a um artista, ou mesmo a qualquer pessoa, como ela faz amor. Esse é um problema íntimo. Da mesma forma, como faço as fotos é um problema íntimo. Faço, sobretudo, com um equipamento fotográfico. Que não foi criado por um cego, nem por um homem que não tinha a mão esquerda, mas por uma pessoa normal.
JU – Como o senhor consegue “ver” as fotos, depois de feitas?
Bavcar – Com as palavras dos outros. Para mim, as fotos pertencem a uma inutile beauté, uma beleza inútil. Não sou um consumidor direto, e isso me dá a força da transcendência imediata. O escritor e crítico de arte inglês John Berger comparou minhas fotos com as pinturas feitas nas tumbas do Egito. Minhas fotografias não foram criadas para as tumbas – para minha tumba sim, porque não as vejo –, mas para os olhares físicos dos outros. Nesse sentido, ligam-se à minha transcendência somente como idéias.
JU – Pode-se dizer que o senhor fotografa através dos olhos dos outros? É isso que o leva a fotografar algo ou alguém?
Bavcar – Minhas fotografias só existem para mim enquanto existem para os outros. A palavra de outros olhos me contam a realidade física de minhas fotografias. Conheço somente suas realidades conceitual e espiritual, reveladas por meu terceiro olho, com o qual eu fotografo.


http://www.ufrgs.br/jornal/setembro2001/entrevista.html

Exercício do fotógrafo cego

INSTRUÇÕES
Exercício do fotógrafo cego
Realizar em dupla:
Para começar este exercício é muito importante que os dois participantes estejam CALMOS.
Vamos realizar um exercício de respiração para começar. Fechem os olhos e respirem profundamente, deixando o ar entrar pelo nariz e sair pela boca. Ao inspirar realize inspirações profundas. Ao inspirar sinta sua barriga se movimentando, crescendo, ao expirar, a barriga volta ao normal. Quando se sentirem calmos, iniciem o exercício.
No momento em que se sentirem prontos para realizar o exercício, o aluno que iniciará o exercício como  o fotógrafo cego irá vendar os olhos. O outro colega irá auxiliar o fotógrafo cego a se movimentar. Ao realizar o exercício com os olhos vendados, lembre-se de manter a calma, respirando profundamente. Ao poucos você irá experimentar novas sensações, mantenha a calma e movimente-se lentamente.  O seu colega está ao seu lado para lhe auxiliar a se movimentar.
Fotógrafo cego: Tirar cerca de 30 fotografias SEM OLHAR, com os olhos vendados. Fique atento aos sons, ao barulho do vento. Procure fotografar intuitivamente, guiado pelos sons, pelo vento, manchas de luz percebidas. Auxiliado pelo seu colega, você também poderá tocar as coisas ao seu redor, fotografe o que você percebe com seus dedos.
Auxiliar do fotógrafo cego: Você irá ajudar seu colega andar, alertando-o sobre degraus, buracos no chão e auxiliando-o no que for necessário. Procure não interferir muito na escolha do que será fotografado.
Depois de tirar cerca de 30 fotografias, ou quando sentir que conseguiu finalizar o exercício, o fotógrafo cego irá retirar a venda, desligar a máquina SEM OLHAR PARA AS FOTOS e TROCAR DE FUNÇÃO COM O COLEGA. ISTO É, O FOTÓGRAFO CEGO IRÁ SE TORNAR O AUXILIAR E O AUXILIAR IRÁ VENDAR OS OLHOS, se tornar o fotógrafo cego  e REALIZAR O EXERCÍCIO.
Vamos manter o suspense sobre as fotografias até a próxima quinta, dia 12 de maio.
Entregue sua máquina para seu colega. Caso isso não seja possível,  envie as fotografias que você fez  por email, zipadas ou entregue gravadas em cd ou em pendrive. É importante que você não examine e não olhe para as fotografias que tirou. Somente o seu colega irá vê-las. Seu colega que atuou como seu auxiliar irá escolher uma fotografia da série enviada  e irá escrever um parágrafo comentando o porquê da escolha desta fotografia.
Seu colega irá lhe enviar as fotografias que ele fez e você fará o mesmo: irá escolher uma foto, escrever um parágrafo sobre a fotografia escolhida e trazer toda a série de fotografias feitas pelo seu colega para a aula do dia 12.

No dia 12 de maio, cada aluno trará para a aula toda a série de fotografias do colega – em contato digital/índex ou gravadas em cd/pendrive. O auxiliar irá comentar toda a série realizada pelo colega, a fotografia escolhida e ler o que escreveu sobre a mesma. Enquanto isso, quem fez a foto ficará de olhos fechados ouvindo a explicação do colega, imaginando a fotografia. Depois poderá abrir os olhos.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Divagações sobre o doutorado

com quanTos
                Í
               Tulos
               E     escreve uma
               SE ?

1. Hiroshi Sugimoto e a máquina do tempo: escritas da fotografia.
2. Hiroshi Sugimoto´s writings: on japanese culture and photography.
3. Da escrita da luz: Hiroshi Sugimoto, cultura japonesa e fotografia.

domingo, 17 de abril de 2011

Fotografia e abstração, Weston e Stieglitz

Vamos abordar alguns aspectos sobre percepção de imagens na fotografia.
Iremos nos concetrar em trabalhos de dois fotógrafos: Alfred Stieglitz e Edward Henry Weston.
Alfred Stieglitz (1864 – 1946), fotógrafo americano, foi um dos principais promotores da arte fotográfica no início do Século XX.
Em 1922, iniciou uma de suas séries mais inusitadas: fez um ensaio sobre nuvens. Stielgitz iniciou este trabalho em 1922. Em crise com a doença de sua mãe e à beira de uma falência financeira, o fotógrafo decidiu dirigir seu olhar para o céu: “Resolvi fotografar nuvens para descobrir o que eu havia aprendido em quarenta anos como fotógrafo. Para mostrar que o sucesso de meu trabalho nada tinha a ver com o assunto fotografado. Nuvens estão lá para todos”
Durante mais de doze anos, ele faria centenas de fotos de nunvens. Hoje estas fotos  são reconhecidas como as primeiras fotos abstratas já feitas. Ele denominou este trabalho de “Equivalentes”, pois considerava que, ao observamos as nuvens, poderíamos projetar nelas nossos pensamentos, assim, em sua forma abstrata, as nuvens seriam  “equivalentes” aos sentimentos dos observadores.
Ao observar as formas das nuvens no céu você já vislumbrou formas de pessoas, animais, cenas inusitadas, imagens “equivalentes” à sua imaginação?
O fotógrafo justifica a sua escolha: “Resolvi fotografar nuvens para descobrir o que eu havia aprendido em quarenta anos como fotógrafo. Para mostrar que (o sucesso de) meu trabalho nada tinha a ver com o assunto fotografado. Nuvens estão lá para todos...”

Durante mais de doze anos ele faria centenas de fotos de nuvens. As fotografias de nuvens de Stieglitz são reconhecidas pela crítica como um trabalho pioneiro em fotografia abstrata.

 
    Stieglitz. Equivalents, 1930.
                          Stieglitz. Equivalents, 1930.                                          

Observe o vídeo disponível no youtube:

Edward Weston

Apesar do tamanho e complexidade de seu equipamento Weston dizia que montava a câmera no tripé, lentes e tudo, abria a lente, entrava embaixo do pano, via a cena de cabeça pra baixo, enquadrava, focava, fechava a lente (para não entrar luz na chapa a ser exposta) armava o disparador, colocava a abertura e velocidade de acordo com o fotômetro, retirava a chapinha para poder expor o filme, fazia a foto, repunha a chapinha, isso tudo em dois minutos e vinte segundos... (só vendo pra crer...)

Esta é uma fotografia de nu de autoria do fotógrafo Edward Weston, o mesmo tratamento de luz e forma é aplicado em uma fotografia de paisagem, veja abaixo:

                                           Weston. Nu, 1925.                                              

                                                         Weston. Dunas, Oceano, California, 1955

Weston realiza uma pesquisa sobre forma, luz, volume, gradação tonal em preto e branco. Observe atentamente a fotografia das Dunas. Você consegue identificar formas de um corpo feminino nesta imagem?
Weston também ficou famoso ao realizar uma série de fotografias de pimentões:

                                                  Edward Weston, Pimentão, 1930        

                                                   Edward Weston, Pimentão, 1930         

Observe atentamente estas duas imagens: as formas de Weston sugerem algo além de simples vegetais?
Explore as imagens dos dois fotógrafos na página:
Para informações mais detalhadas, vamos explorar o “Heilbrunn Timeline of Art History” disponível no site do Metropolitan Musem de Nova Iorque:
O “Timeline” é uma linha do tempo onde você pode buscar explicações detalhadas sobre períodos da história da arte, artistas e obras.
Para aprender um pouco mais sobre Stieglitz:
Para aprender um pouco mais sobre Weston:

ATIVIDADE PRÁTICA
Vamos exercitar nossos conhecimentos através de uma atividade prática?
FOTOGRAFIA DE UM PAPEL AMASSADO
Você irá precisar de: 2 folhas de papel a4, lanterna ou vela, material para desenho e câmera fotográfica.
Instruções
1.         Amassar a folha de papel
2. Iluminar com a fonte de luz (varie o ângulo da iluminação e perceba os resultados). Atenção: caso esteja utilizando vela, esta deverá estar apoiada no pires. Cuidado!
3. Escolha um ângulo interessante de iluminação e desenhe a folha de papel amassada, com sombras e detalhes do amassado.
4. Fotografar a folha de papel amassada, sem flash, utilizando somente sua fonte de luz, em vários ângulos. Lembre-se também de variar o direcionamento de sua fonte de luz. – perceba os diferentes efeitos sobre o papel amassado.  Caso tenha a opção macro em sua máquina (florzinha), poderá utilizá-la. Caso esteja utilizando uma máquina digital, escolha uma resolução alta para suas fotos.
5. Trazer para a próxima aula: duas fotografias do papel amassado e seu desenho. Você irá fazer uma breve apresentação, relatando os resultados desta experiência. Você continua vendo somente uma folha de papel amassado, ou consegue enxergar alguma outra coisa?